Partilho algumas das minhas voltas mais recentes, algumas que faço com regularidade, outras nem por isso!
Começamos por uma que gosto muito de fazer e cada vez a faço com mais frequência, seja em passeio ou quando vou visitar família. Passa pelo ainda novo passadiço/pista do Tejo que vai até Alverca. Desta vez levei a minha Koga-Myiata a uma volta maior, coisa que já não fazia a algum tempo com ela!
Este passadiço trouxe uma nova perspectiva para sentir o Tejo e também para mim (provavelmente para muitas outras pessoas) uma nova forma fantástica de sair da cidade, pois para visitar a família usava logo o comboio desde Santa Apolónia e com esta pista ou faço a viagem completa de bicicleta ou quando o tempo aperta, apanho o comboio apenas em Alverca. Super tranquilo, contemplando a paisagem, a fauna, o Tejo... e sem trânsito (só apenas entre Alverca e Alhandra que ainda não estão ligadas por uma pista ciclável longe da estrada nacional)!
Foi também esta pista que usei para ir com o Zé até Alcanhões, num dia fantástico de Inverno, ele na sua Peugeot e eu na Marin. Usámos em complemento o caminho para Fatima/Santiago desde Valada que é em terra batida na sua maioria ou terra encharcada quando chove! Apanhámos algumas poças e lama, fruto da chuva que tinha caído há alguns dias e ainda não tinha secado.
Outra volta que me dá muito gozo é ir de Lisboa até ao Meco. Neste caso fui um pouco mais além e andei a explorar a zona do Cabo Espichel. Algo que já não fazia há muito tempo. Normalmente ia a pé, algumas vezes de bicicleta, ambas a formas são fantásticas para explorar este lugar maravilhoso! É daqueles lugares que nos enchem, onde sentimos a força e imponência da Natureza, onde a terra acaba e o oceano começa... é fantástico perdemo-nos nos trilhos que por lá existem, no meio da vegetação característica, as arribas, as praias escondidas...!
No início de Março fui para os lados do Crato fazer algo que ainda não tinha feito, os Trilhos do Bom Jardim em Flor da Rosa. Passeio organizado em que vamos em autonomia, basicamente dão-nos a rota via gps e é segui-la por nossa conta! Fiz o percurso Gravel Longo com quase 100km, bem, foi duro não pela distância mas porque no último terço do percurso choveu bastante, porque era domingo e muitos cafés/restaurantes estavam fechados e eu não fui prevenido com comida suficiente e porque, a tal chuva e a tal falta de comida, os últimos 10 km são a subir! As minhas energias foram ao limite, tal como as minhas pernas!
Mas valeu bem a pena, além desta prova/passeio que exigiu bastante de mim ter sido superada, passámos o fim de semana em família e conhecemos um pouco melhor aquela zona, as pessoas, gastronomia e património.
Por último, as voltas que vou dando com o meu rapazito, o Gaspar! Nesta fomos até ao Jamor onde gosto muito de ir. No Jamor dá para fazer montes de actividades com os putos além de todo o verde envolvente então é tudo menos aborrecido! Gaspar anda de bicicleta desde os 3 anos, já foram várias as voltinhas que fizemos, umas maiores que outras, por isso já demonstra alguma resistência e capacidade para fazer uns bons km's. Estas voltinhas não deixam de ser uma preparação para futuras voltas maiores, que mantenha esta boa vontade de andar de bicicleta. Aumentar a sua resiliência, capacidade motora, sensibilidade com o exterior, com o que o rodeia... tudo isto possível desde que esteja fora de uma caixa. Tudo isto possível, gozando a liberdade que é andar a pé e de bicicleta!
PASSADIÇOS DO TEJO


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