O/ \O
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Conquista do Montejunto (finalmente)!
domingo, 16 de novembro de 2025
A Volta do Magusto - Alte (Algarve) - Nov. 2025
No dia 8 de Novembro desci até às serras do Algarve para participar na Época 1953 - A Volta do Magusto que se realizou mais precisamente em Alte e no dia seguinte.
Evento realizado pelo Germano BiciArte Café e pela A Clássica.
Fui um dia mais cedo de comboio para aproveitar o máximo que pudesse e porque tinha que voltar no dia 9 ao fim da tarde também de Intercidades.
Misturar estes dos meio de transporte, bicicleta e comboio, tem dado a histórias engraçadas e desta vez, por causa do evento de gravel da UCI, ao meu lado veio um colombiano participante dessa prova. Exatamente a mesma pessoa na viagem de volta! Mas desta vez, cada um de nós com um largo sorriso nos lábios. Eu porque tinha passado um excelente fim de semana em convívio e ele porque tinha ficado no 3º lugar da sua categoria e logo se classificado para o mundial em Austrália! O nome dele, Cristian Rios.
Sobre a Volta do Magusto, éramos poucos logo uma sensação inicial como se fosse um reencontro de velhos conhecidos e amigos mas acredito que mesmo que se fôssemos mais, o mesmo ambiente e sensação de amizade e ser bem recebido seria igual! O Artur da Clássica já sabia que é uma lenda, fiquei a conhecer o Pedro e a Ana, outras duas lendas a receber e de muita simpatia!
Começamos com um medronho e logo a seguir rolámos pela entrada da serra do Caldeirão, desfilando por outras aldeias e lugares ainda pouco conhecidos e autênticos. Estradas de terra e de asfalto, livres, ladeadas de muita vegetação autóctone (Oliveiras, Medronheiros, Alfarrobeiras, Sobreiros, etc), subidas ligeiras e outras não tanto mas lá em cima uma vista deslumbrante sobre os vales deste início da serra!
Visitámos o Café Faísca (para o segundo medronho!) um criador de queijos frescos e as suas cabras, uma prova numa Adega de vinhos algarvios e outro café para mais um medronho! Tudo isto ajudou a fortalecer todo o convívio e amizade que se estava a criar naquele momento. Muito bom!
O passeio acabou, claro, no café Germano com uma seleção de petiscos fantásticos que entretanto a Ana nos tinha preparado para finalizar a volta. Um rapaz tocava acordeão cá fora na esplanada e era uma banda sonora perfeita para este fim de tarde memorável!
Até já Pedro e Ana...!
(Agradecimentos ao Artur e a todos os participantes por terem proporcionado este lindo dia de convívio e bicicletas!)
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segunda-feira, 7 de julho de 2025
Escapadinha à Arrábida - 2 dias; 1 noite
Esta "escapadinha" já andava na minha cabeça há algum tempo, foi só arranjar os dias certos... quero dizer, os dia livres que o permitissem!
E nada mais nada menos que nos dois dos dias mais quentes (até ver) deste ano!!! Na transição de Junho para Julho.
Então foi assim, saída de Lisboa para o Seixal de barco, ainda pela fresca (9h e tal) e depois rumo à praia do Meco.
Esta parte da viagem feita pela manhã foi agradável, temperaturas ainda a subirem e suportáveis, culminando com um mergulho refrescante no Oceano Atlântico!
A Inês e o Gaspar juntaram-se para o almoço e a seguir ao mesmo, com as temperaturas já num nível de "queimanço", houve que fazer uma merecida pausa em local fresco e esperar por uma hora em que os graus celsius baixassem um pouco.
Essa hora foi pelas 17h30. Não quis que se fizesse mais tarde do que isto pois iria em modo de descoberta e tinha que chegar antes da recepção do camping fechar. Mesmo assim, o calor fazia-se sentir e bem, logo mais tempo perdido devido a mais paragens para refrescar-me!
Do Meco segui em direção a Santana e às Pedreiras de Sesimbra onde encontrei um trilho que tinha encontrado e estudado previamente no gps.
Umas vezes mais ou menos perdido, lá fui pelo trilho até encontrar a estrada nacional que me levaria pelo Portinho da Arrábida e mais à frente ao camping à entrada de Setúbal, a 10 minutos da recepção fechar!.
Noite relativamente bem dormida na minha tenda low budget do ano 2000 e coiso, arrumar tudo, pequeno almoço e partida em direção a Palmela.
Tinha também visto uma estrada e um trilho que nunca tinha experimentado (ou sequer notado que existiam) e foi descobrir ambos, o calor já ameaçava logo pela manhã...! Ok, sem problemas! Água, snacks, estrada e trilho com muito arvoredo, algumas subidas que me fizeram suar mas também descidas que fizeram baixar a temperatura!
Chegada a Palmela pela hora de almoço mas desta vez foi só para apanhar o comboio para o Barreiro e depois o barco para Lisboa (dá-me mais jeito ficar no T. do Paço do que no Areeiro).
Pronto, foi assim a minha aventura de 2 dias/1 noite que deu para recarregar baterias, sair do stress urbano, conhecer novas estradas e trilhos e com vontade de voltar a fazer, na Arrábida ou noutro lugar!
O set up, apesar de parecer volumoso, foi simples: uma muda de roupa,
toalha, saco-cama, "necessaire", chinelos, calção de praia, protector
solar, cadeado, cenas electrónicas, snacks, água e pouco mais...
O
que fez mais volume foi a tal tenda de 2000 e coiso + colchão que vinham
neste saco do garfo do lado direito e o restante (espias, ferros,
cordas, etc) vinham anexados exteriormente, preso por fitas do lado
esquerdo do "sadle bag". Tudo mais ou menos compacto e sem muito peso
adicional para não afectar a "aerodinâmica"!
quinta-feira, 15 de maio de 2025
Viana do Castelo > Caminha > Melgaço > Castro Laboreiro > Sistelo > Ponte da Barca > Viana do Castelo
Mais um ano, mais uma volta e fomos p'ó norte cuarago!
Desta vez, quase que fomos 4 mas surgiu um grande imprevisto à última da hora ao Tiago e, mais uma vez, eu, o Zé e o Nuno lá fomos fazer a nossa volta de bicicleta anual!
Estava com vontade, porque ainda não andei por lá, ir para a zona de Foz Côa, pela área do Parque Arqueológico e Douro Internacional (há-de haver o dia...) mas o Zé que já tinha feito parcialmente a Ecovia do Rio Minho, sugeriu (e bem!) irmos antes para aquela zona e explorar um pouco aquela região e as "portas" do Gerês.
Pois bem , lá fomos nós! Como é habitual, houve uma preparação do percurso, alojamentos e bilhetes da CP com bastante antecedência para evitar surpresas mas mesmo assim, a surpresa da greve da CP atingiu-nos! Falarei disto mais à frente...
O percurso este ano foi relativamente mais fácil, de preparar quero dizer, porque tivemos 4 dias em que usámos ecovias: a do Litoral Norte, a do Rio Minho, do Rio Vez e do Rio Lima aka Ecovia dos Açudes.
Em caso de dúvida do percurso, há que encontrar as placas do Caminho de Santiago via Litoral. Muita das vezes, uma e outro são a mesma coisa!
Primeira noite no Parque Campismo de Caminha e o Zé na manhã seguinte a trocar de camara de ar.
((Agradecimento muito especial à senhora do hotel (não me lembro do nome) que por dificuldade em arranjarmos táxi, levou e foi nos buscar ao restaurante no centro de Melgaço que distava uns 4/5kms do hotel e que nós, por estarmos cansados do dia, não quisemos ir de bicicleta.))
Ecovia do Rio Minho (Caminha » » » Melgaço)
Energia reposta, pernas ainda a latejar e toca a subir mais um pouco até C. Laboreiro.
Subida para Castro Laboreiro
A temperatura lá em cima era mais baixa e claro sem o sol e com a chuva também bem fresca, as nossas mãos e pés começaram a gelar. Quase literalmente! Tivemos que parar num restaurante que parecia estar aberto mas... estava fechado. No alpendre do mesmo, 2 cães Castro Laboreiros amistosos a fazerem-nos companhia e a fazerem-nos inveja com o seu pêlo quentinho!
As mãos até aqueceram mais ou menos rápido mas os pés teimaram em atingir uma temperatura aceitável. Mudança de meias, de um par molhado trocámos por 2 secos mas mesmo assim.. o Nuno inspirado com os sacos do Zé colocou um saco em cada pé para ficarem protegidos da água e parece que resultou!
Lá voltámos à estrada e ainda com os pés frios!
O gps estava a dar-nos um trilho qualquer por onde resolvemos ir tentar. Pronto, tinha que acontecer. O trilho estava lá mas cheio de água e de piso muito difícil. Toca a voltar para trás e encontrar uma estrada secundária!
Estávamos já na hora de comer algo e deparamo-nos com o "Café da Cristina" e neste momento o sol sai detrás das nuvens e ilumina-nos e aquece-nos enquanto nos deliciávamos com 2 sandes mistas para cada um, preparadas pela própria senhora Cristina. Sandes que nos souberam pela vida!
Um pouco de conversa com a senhora e um local e continuámos... momentos depois, a chuva volta à carga.
"Descida" para Sistelo. A única aberta do tempo, pausa para comer, beber e secar os pés!
Mal encontramos a ecovia, o piso da mesma logo no início mostrou-se bem difícil. De pedras grandes, tipo antigos caminhos romanos mas mais salientes, fazendo que transitar montado nas nossas bicicletas fosse quase impossível.
No entanto, e com esta lentidão toda, deu para apreciar bem todo o verde luxuriante que ladeava o rio, sempre com muita água a acompanhar, do rio, das quedas e percursos de água afluentes e da chuvinha!
Ecovia do rio Vez
E neste momento, enquanto se fazia este trabalho, uma boa enxurrada de água... todos ensopados, mesmo estando algo abrigados de uma árvore.
Nada a fazer, chuva é apenas água! A nossa bagagem estava salvaguardada com sacos de bikepacking impermeáveis. Isso é que era importante.
Lá abrandou um pouco, metemos a caminho mas voltou à carga e passados poucos metros encontrámos uma casa abandonada que nos serviu de abrigo por mais uns minutos até a chuva voltar a abrandar e quase parar.
A chuva leve manteve-se e com o que tinha chovido anteriormente, o piso da terra tornou-se em lama!
Chegados a Ponte de Lima, o sol sorriu e era hora de repor energias com um belo almoço numa esplanada no centro histórico, numa rua pedonal.
É uma ecovia também muito bonita, verdejante e quase sempre junto ao rio, maioritariamente com bom piso em terra batida.
No dia efectivo de descanso aproveitámos e fizemos uma nova visita à loja de bicicletas Stress Off para nos lavarem as bicicletas que ficaram um mimo! Ninguém iria acreditar que tivemos aqueles dias em viagem com pó que depois se transformou em lama!
Ecovia do rio Lima
Terceiro e último furo, desta vez calhou ao Nuno e também na roda da frente!
Agradecimentos aos alojamentos onde ficámos hospedados por não haver problemas em guardar as nossas bicicletas. Especial para a senhora do hotel em Melgaço.
Deixo aqui a sugestão da Casa da Fichua em Sistelo e In Burgus Apartamentos em Viana pelos sítios bonitos e acolhedores que são.
E por último à loja Stress Off pelo trabalho, simpatia e disponibilidade.
Até breve...













