quinta-feira, 2 de abril de 2026

Conquista do Montejunto (finalmente)!

 

Montejunto conquistado!
 
Após uma tentativa (e meia!) falhada no ano passado, no dia 1 de Abril lá concretizei este recente desejo meu de subir o Montejunto.
 
Na primeira vez houve limitação de tempo, falha óbvia no meu planeamento. Desta vez, quase o mesmo mas mais confiança que o desafio seria ultrapassado, fossem as horas que fossem, logo, concretizado! 
 
Asfalto, terra, gravilha, cascalho solto, subidas, descidas... Muito verde, muitas flores, cheiro a primavera, muitos pássaros, uma raposa esquiva, vacas a pastarem, râs a coaxarem, 3 cervejas pretas bem fresquinhas e para finalizar a ascensão da lua cheia.
Tão perfeito que parece que foi mentira... 🙂 Naahhh, tudo real!
 
Foi assim:
Lisboa (comboio) - V. N. da Rainha - Ota (canhão) - Cabanas de Torres - Montejunto - C. de Torres - Marés - Ota - V. N. da Rainha - Lisboa (comboio)
 
Gostei muito de conhecer o Parque de Merendas da serra ao ponto de querer lá voltar o mais breve possível. E com mais tempo e com a família passarmos óptimos tempos de lazer e descoberta. 
 
E agora, poderei completar as minhas 50 primaveras mais descansado...!
 
 






 


 

domingo, 16 de novembro de 2025

A Volta do Magusto - Alte (Algarve) - Nov. 2025

 

No dia 8 de Novembro desci até às serras do Algarve para participar na Época 1953 - A Volta do Magusto que se realizou mais precisamente em Alte e no dia seguinte.

Evento realizado pelo Germano BiciArte Café e pela A Clássica.

Fui um dia mais cedo de comboio para aproveitar o máximo que pudesse e porque tinha que voltar no dia 9 ao fim da tarde também de Intercidades.  

Misturar estes dos meio de transporte, bicicleta e comboio, tem dado a histórias engraçadas e desta vez, por causa do evento de gravel da UCI, ao meu lado veio um colombiano participante dessa prova. Exatamente a mesma pessoa na viagem de volta! Mas desta vez, cada um de nós com um largo sorriso nos lábios. Eu porque tinha passado um excelente fim de semana em convívio e ele porque tinha ficado no 3º lugar da sua categoria e logo se classificado para o mundial em Austrália! O nome dele, Cristian Rios.

Sobre a Volta do Magusto, éramos poucos logo uma sensação inicial como se fosse um reencontro de velhos conhecidos e amigos mas acredito que mesmo que se fôssemos mais, o mesmo ambiente e sensação de amizade e ser bem recebido seria igual! O Artur da Clássica já sabia que é uma lenda, fiquei a conhecer o Pedro e a Ana, outras duas lendas a receber e de muita simpatia!

Começamos com um medronho e logo a seguir rolámos pela entrada da serra do Caldeirão, desfilando por outras aldeias e lugares ainda pouco conhecidos e autênticos. Estradas de terra e de asfalto, livres, ladeadas de muita vegetação autóctone (Oliveiras, Medronheiros, Alfarrobeiras, Sobreiros, etc), subidas ligeiras e outras não tanto mas lá em cima uma vista deslumbrante sobre os vales deste início da serra!

Visitámos o Café Faísca (para o segundo medronho!) um criador de queijos frescos e as suas cabras, uma prova numa Adega de vinhos algarvios e outro café para mais um medronho! Tudo isto ajudou a fortalecer todo o convívio e amizade que se estava a criar naquele momento. Muito bom!

O passeio acabou, claro, no café Germano com uma seleção de petiscos fantásticos que entretanto a Ana nos tinha preparado para finalizar a volta. Um rapaz tocava acordeão cá fora na esplanada e era uma banda sonora perfeita para este fim de tarde memorável!

 Até já Pedro e Ana...!

(Agradecimentos ao Artur e a todos os participantes por terem proporcionado este lindo dia de convívio e bicicletas!)

 

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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Escapadinha à Arrábida - 2 dias; 1 noite

 

Esta "escapadinha" já andava na minha cabeça há algum tempo, foi só arranjar os dias certos... quero dizer, os dia livres que o permitissem!
E nada mais nada menos que nos dois dos dias mais quentes (até ver) deste ano!!! Na transição de Junho para Julho.

Então foi assim, saída de Lisboa para o Seixal de barco, ainda pela fresca (9h e tal) e depois rumo à praia do Meco.
Esta parte da viagem feita pela manhã foi agradável, temperaturas ainda a subirem e suportáveis, culminando com um mergulho refrescante no Oceano Atlântico! 
A Inês e o Gaspar juntaram-se para o almoço e a seguir ao mesmo, com as temperaturas já num nível de "queimanço", houve que fazer uma merecida pausa em local fresco e esperar por uma hora em que os graus celsius baixassem um pouco.
Essa hora foi pelas 17h30. Não quis que se fizesse mais tarde do que isto pois iria em modo de descoberta e tinha que chegar antes da recepção do camping fechar. Mesmo assim, o calor fazia-se sentir e bem, logo mais tempo perdido devido a mais paragens para refrescar-me!
Do Meco segui em direção a Santana e às Pedreiras de Sesimbra onde encontrei um trilho que tinha encontrado e estudado previamente no gps.
Umas vezes mais ou menos perdido, lá fui pelo trilho até encontrar a estrada nacional que me levaria pelo Portinho da Arrábida e mais à frente ao camping à entrada de Setúbal, a 10 minutos da recepção fechar!.

Noite relativamente bem dormida na minha tenda low budget  do ano 2000 e coiso, arrumar tudo, pequeno almoço e partida em direção a Palmela.
Tinha também visto uma estrada e um trilho que nunca tinha experimentado (ou sequer notado que existiam) e foi descobrir ambos, o calor já ameaçava logo pela manhã...! Ok, sem problemas! Água, snacks, estrada e trilho com muito arvoredo, algumas subidas que me fizeram suar mas também descidas que fizeram baixar a temperatura!
Chegada a Palmela pela hora de almoço mas desta vez foi só para apanhar o comboio para o Barreiro e depois o barco para Lisboa (dá-me mais jeito ficar no T. do Paço do que no Areeiro).

Pronto, foi assim a minha aventura de 2 dias/1 noite que deu para recarregar baterias, sair do stress urbano, conhecer novas estradas e trilhos e com vontade de voltar a fazer, na Arrábida ou noutro lugar!

 

 

 

 


 

 


 

 

 

 

 

 


 

 


 

 


 


 

 

 

 

  

 

O set up, apesar de parecer volumoso, foi simples: uma muda de roupa, toalha, saco-cama, "necessaire", chinelos, calção de praia, protector solar, cadeado, cenas electrónicas, snacks, água e pouco mais...
O que fez mais volume foi a tal tenda de 2000 e coiso + colchão que vinham neste saco do garfo do lado direito e o restante (espias, ferros, cordas, etc) vinham anexados exteriormente, preso por fitas do lado esquerdo do "sadle bag". Tudo mais ou menos compacto e sem muito peso adicional para não afectar a "aerodinâmica"! 

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Viana do Castelo > Caminha > Melgaço > Castro Laboreiro > Sistelo > Ponte da Barca > Viana do Castelo


 

Mais um ano, mais uma volta e fomos p'ó norte cuarago! 

Desta vez, quase que fomos 4 mas surgiu um grande imprevisto à última da hora ao Tiago e, mais uma vez, eu, o Zé e o Nuno lá fomos fazer a nossa volta de bicicleta anual!

Estava com vontade, porque ainda não andei por lá, ir para a zona de Foz Côa, pela área do Parque Arqueológico e Douro Internacional (há-de haver o dia...) mas o Zé que já tinha feito parcialmente a Ecovia do Rio Minho, sugeriu (e bem!) irmos antes para aquela zona e explorar um pouco aquela região e as "portas" do Gerês.

Pois bem , lá fomos nós! Como é habitual, houve uma preparação do percurso, alojamentos e bilhetes da CP com bastante antecedência para evitar surpresas mas mesmo assim, a surpresa da greve da CP atingiu-nos! Falarei disto mais à frente...

O percurso este ano foi relativamente mais fácil, de preparar quero dizer, porque tivemos 4 dias em que usámos ecovias: a do Litoral Norte, a do Rio Minho, do Rio Vez e do Rio Lima aka Ecovia dos Açudes.

1º Dia - Em Lisboa, ainda pela manhã, pegamos o Intercidades em Santa Apolónia que nos levou até Nine onde trocámos por um Interregional. Foi a minha (nossa) primeira experiência neste tipo de comboio! Este vinha equipado com uma carruagem quase exclusiva para as bicicletas, dá para pendurar 6/8 bicicletas, ainda sobra espaço para bancos com mesa. Um luxo! Muito agradável mesmo, fruto de uma recente recuperação, aparentemente. Bravo CP! 
Depois de uma breve paragem para abastecimento energético (comes e bebes) seguimos de encontro à Ecovia do Litoral Norte. Antes, por necessidade do Nuno comprar um bidon de água porque esqueceu-se do dele no comboio, fomos à loja de bicicletas Stress Off. Super simpático e prestável! 
Tínhamos ainda a tarde toda pela frente por isso foi gozar a paisagem, sem pressas, o habitual nas nossas viagens!
Esta Ecovia vai quase sempre junto ao mar tem vários passadiços de madeira por cima das dunas, num dos quais, um parafuso perdido enroscou-se completamente na roda da frente da Peugeot do Zé... E tinha ele colocado há pouco tempo pneus novos! Pumba... primeiro furo logo nos primeiros kilómetros!
Optou-se por uma solução rápida, espuma anti-furos mas o buraco era demasiado grande... deu para chegar até ao Parque de Campismo de Caminha.
Já tinha feito esta Ecovia com o Zé uma vez que fomos ao Festival Vilar de Mouros, já não foi novidade mas a admiração pela beleza da mesma foi igual.
Em caso de dúvida do percurso, há que encontrar as placas do Caminho de Santiago via Litoral. Muita das vezes, uma e outro são a mesma coisa!
Chegámos a Caminha ainda de dia. Tralha deixada no bungalow e fomos jantar ao centro, junto ao rio. Aproveitámos e para "desmoer" a comida, voltámos ao campismo a caminhar, apreciando o céu estrelado e o passeio junto ao rio! 

Ecovia do Litoral Norte (de Viana a Caminha)
(fotos com Olympus digital)


 


 
Primeiro furo ainda no primeiro dia, nem com pneus novos resistiu a roda da frente a um parafuso que deveria estar num dos passadiços da Ecovia! 


 

Primeira noite no Parque Campismo de Caminha e o Zé na manhã seguinte a trocar de camara de ar.

 

2º Dia - Acordamos relativamente cedo e o Zé aproveitou para trocar a camara de ar furada por uma nova.
Fomos tomar o pequeno almoço no largo central de Caminha que estava cheio de vida! Um agrupamento de uma escola 1º ciclo tinha umas bancadas com comida, bolos, sumos e outras coisas para angariar dinheiro para a sua viagem fim de ano.
Eles foram à esplanada de um café mas eu, sendo pai, fiquei "comovido" e tentado a comprar umas delícias que as próprias mães dos miúdos tinham feito! Pronto, dei o meu dinheiro como bem empregue porque além da delícia que estavam o pão de abóbora e os 3 bolos de coco, ajudei assim a rapaziada para a sua viagem!
Pelas 10h30 começámos a pedalar pela Ecovia do Rio Minho sendo que os 10 km's iniciais já os conhecia, os restantes foi de espanto! Acho que foi das mais belas, perdão, todas as que já fiz têm a sua beleza, esta se não é  a que mais gostei, está sem dúvida no top 3 ex aequo com as outras duas!
É mesmo maravilhosa e num dia de sol como estava foi fenomenal! Tem piso variado, no geral em bom estado e depois a paisagem... dum lado temos o rio do outro muito verde, quase não nos apercebemos das localidades e estradas que estão a poucos metros da pista! 
A hora de almoço foi num local (Monte da Sra da Cabeça) que tem um restaurante que está parado no tempo. Apenas dois homens, um atende e o outro está na cozinha. Valeu a pena ficar por um pouco "parado no tempo" e ter apreciado um belo bacalhau!
Barriga cheia, toca a arrancar. Pausa para umas cervejinhas e a chegada a Melgaço já no fim do dia.
((Agradecimento muito especial à senhora do hotel (não me lembro do nome) que por dificuldade em arranjarmos táxi, levou e foi nos buscar ao restaurante no centro de Melgaço que distava uns 4/5kms do hotel e que nós, por estarmos cansados do dia, não quisemos ir de bicicleta.)
)

Ecovia do Rio Minho (Caminha » » » Melgaço)












 

3º Dia  (Melgaço » » » Castro Laboreiro) - Este dia era o com menos km's mas sem dúvida o mais difícil. Quase sempre a subir, um desnível que segundo o gps seria de mais de 900 metros em +/- 25km!
O céu a partir deste dia começou a ficar mais nublado, muito verde, começamos a ouvir água por todo o lado mesmo à beira da estrada , tantos cursos de água e depois, bem... fomos sempre concentrados nas nossas pedaladas e ritmo, o deleite com a paisagem misturava-se com o nosso esforço e concentração. Ainda assim houve uma pausa para nos refrescarmos com umas bujecas frescas!
Chegámos a Lamas de Mouro já passava um pouco da hora "normal" de almoço mas o restaurante que vimos à beira da estrada ainda servia... Foi o momento alto de alegria do dia!!!
Energia reposta, pernas ainda a latejar e toca a subir mais um pouco até C. Laboreiro.
Eram quase 17h e lá estávamos nós no miradouro e tivemos agora o nosso momento maior de felicidade,  de conquista e de alívio! Nem eu nem nenhum de nós tinha subido tanto num só dia...
Há uma coisa a ter em conta quando se sobe uma montanha, como que para motivar, lá em cima a vista é melhor!
E o nosso alojamento/restaurante era logo ao lado do miradouro. Tivemos, pela primeira e única vez nesta viagem, direito a uma sesta!

Subida para Castro Laboreiro












 

4º Dia  (Castro Laboreiro » » » Sistelo)Foi a melhor noite dormida! Ok, a cama era confortável mas devido ao esforço do dia anterior, acho que mesmo em cima de pedras dormiria bem! Foi bom descansar e ter recuperado bem fisicamente e assim estarmos preparados para os próximos km's que seriam, supostamente, quase sempre a descer...
Infelizmente o céu apresentava-se totalmente coberto com nuvens cinzentas e alguns chuviscos que passaram pouco depois a chuva moderada. Por isso, logo em Lamas de Mouro resolvemos parar para abrigarmo-nos num café. Abrandou um pouco, resolvemos por-nos à estrada com os nossos casacos de chuva e o Zé, sempre muito criativo, a colocar uns sacos de plástico à cintura. Melhor fato anti-chuva jamais visto!!! Funcionou? Bem... nem por isso, quero dizer, sempre protegeu um pouco da chuva mas totalmente pouco prático. Gozámos bastante com a situação e o aspecto do Zé!
Agora pelo planalto e com alguma descidas, além da chuva que caía no nosso corpo, íamos desfrutando da bela paisagem montanhosa, algumas nuvens baixas acrescentavam mais dramatismo e beleza.
A temperatura lá em cima era mais baixa e claro sem o sol e com a chuva também bem fresca, as nossas mãos e pés começaram a gelar. Quase literalmente! Tivemos que parar num restaurante que parecia estar aberto mas... estava fechado. No alpendre do mesmo, 2 cães Castro Laboreiros amistosos a fazerem-nos companhia e a fazerem-nos inveja com o seu pêlo quentinho!
As mãos até aqueceram mais ou menos rápido mas os pés teimaram em atingir uma temperatura aceitável. Mudança de meias, de um par molhado trocámos por 2 secos mas mesmo assim.. o Nuno inspirado com os sacos do Zé colocou um saco em cada pé para ficarem protegidos da água e parece que resultou! 
Lá voltámos à estrada e ainda com os pés frios!
Agora seguiam-se descidas longas muito acentuadas e algumas subidas curtas mas também acentuadas.
O gps estava a dar-nos um trilho qualquer por onde resolvemos ir tentar. Pronto, tinha que acontecer. O trilho estava lá mas cheio de água e de piso muito difícil. Toca a voltar para trás e encontrar uma estrada secundária!
Estávamos já na hora de comer algo e deparamo-nos com o "Café da Cristina" e neste momento o sol sai detrás das nuvens e ilumina-nos e aquece-nos enquanto nos deliciávamos com 2 sandes mistas para cada um, preparadas pela própria senhora Cristina. Sandes que nos souberam pela vida! 
Hora de pôr os pés a secarem ao sol...
Um pouco de conversa com a senhora e um local e continuámos... momentos depois, a chuva volta à carga.
Pelas 19h e ainda num plano alto, vislumbrámos pela primeira vez Sistelo e sim vale todos os adjectivos que lhe empregam. A aldeia é bonita mas todo o cenário em volta, verde, montanhoso e com os socalcos dá-lhe uma beleza especial e única!
De olhos bem regalados com esta beleza chegámos a Sistelo e à "nossa "casa" bem ensopados e com frio mas a Casa da Fichua foi perfeita, confortável acolhedora e quentinha! 

(Como esteve quase sempre a chover e bem, a máquina ficou resguardada na bolsa, logo menos fotos.)

"Descida" para Sistelo. A única aberta do tempo, pausa para comer, beber e secar os pés!



4º Dia  (Sistelo » » » Ponte da Barca) - Soube-nos tão bem aquela casinha quente e acolhedora que acordámos mais tarde e logo saímos também mais tarde que o habitual.
O plano: seguir pela Ecovia do rio Vez até Ponte da Barca.
Mal encontramos a ecovia, o piso da mesma logo no início mostrou-se bem difícil. De pedras grandes, tipo antigos caminhos romanos mas mais salientes, fazendo que transitar montado nas nossas bicicletas fosse quase impossível.
Depois das pedras vieram os passadiços com sobre e desce, devido a isso e principalmente porque há água e humidade por todo o lado, eram bem escorregadios. Resultado, continuar a levar as bicicletas à mão e muito devagar para não escorregarmos e cair com o rabo no chão (aconteceu, claro!).
No entanto, e com esta lentidão toda, deu para apreciar bem todo o verde luxuriante que ladeava o rio, sempre com muita água a acompanhar, do rio, das quedas e percursos de água afluentes e da chuvinha!
Quando demos por nós já eram 13h30 e ainda sem o pequeno almoço tomado... por recomendação de uns pescadores, fomos parar a um café/restaurante à beira estrada, já fora da ecovia. O que lá havia? Panados com arroz feijoca e um grupo de mais de 20 pescadores a almoçarem esse menu!!! Siga...
Quando íamos para retomar a estrada, o Nuno reparou na minha roda da frente e pronto, agora fui eu! Furo no pneu mas desta vez, algo pequeno que deu para reparar com o spray e até agora está impecável sem despejar.
Voltados à ecovia, agora mais "ciclável", sem pedras nem passadiços, com terra batida e mais lisa e depois de alguns km's, entrámos numa estrada secundária até Ponte da Barca.
Chegámos pelas 19h e tivemos uma mudança de planos de última hora no alojamento. Assistimos ainda a uma peregrinação/festa que estava a decorrer e a chuva miudinha persistia...

Ecovia do rio Vez








 

 4º Dia  (Ponte da Barca » » » V. do Castelo) - Saímos do alojamento e fomos até ao cento de P. da Barca para tomarmos o pequeno almoço. A chuva continuava...
Abastecidos, lá fomos ao encontro da ecovia do rio Lima mas logo à entrada da mesma, adivinhem? Sim, agora foi o Nuno que furou e também ele na roda da frente! 3 a 0 para as nossas rodas da frente!
Mais uma vez tentámos o spray mas, talvez por precaução, o Nuno resolveu mudar a camara de ar colocando a bicicleta em cima de uma mesa de madeira à beira da ecovia.
E neste momento, enquanto se fazia este trabalho, uma boa enxurrada de água... todos ensopados, mesmo estando algo abrigados de uma árvore.
Nada a fazer, chuva é apenas água! A nossa bagagem estava salvaguardada com sacos de bikepacking impermeáveis. Isso é que era importante.
Lá abrandou um pouco, metemos a caminho mas voltou à carga e passados poucos metros encontrámos uma casa abandonada que nos serviu de abrigo por mais uns minutos até a chuva voltar a abrandar e quase parar. 
Siga. 
Um pouco mais à frente, paragem para a primeira cerveja do dia num café junto à ecovia, numa zona bonita com vários moinhos de água. Não chegámos a explorar o local (nem sequer me lembro do nome) mas outro viajante que lá estava disse que valia a pena explorar aqueles moinhos...
A chuva leve manteve-se e com o que tinha chovido anteriormente, o piso da terra tornou-se em lama!
Chegados a Ponte de Lima, o sol sorriu e era hora de repor energias com um belo almoço numa esplanada no centro histórico, numa rua pedonal.
Era domingo logo havia uma enorme feira de antiguidades perto da zona ribeirinha. Aliás, tenho a sensação que sempre que vou a Ponte de Lima, há esta feira a acontecer... um autentico "déjà vu"! 
De volta à ecovia do Lima, com o sol a manter-se mas continuávamos a ter alguma lama. A chuva já havia por ali passado...
É uma ecovia também muito bonita, verdejante e quase sempre junto ao rio, maioritariamente com bom piso em terra batida.
Ainda fizemos um ligeiro desvio quase à chegada a V. do Castelo, antes de entrarmos no aceso à ponte Eiffel porque o trilho que o gps nos estava a indicar (e que pelos vistos pertence à ecovia), tinha umas árvores derrubadas, talvez fruto ainda da tempestade Martinho. 
Foi apenas um desvio menor, voltámos a encontrar o caminho certo, passámos por baixo da ponte nova e deu para um momento fotográfico muito fixe do Nuno e do Zé e lá subimos ao acesso da ponte Eiffel .
E final da nossa viagem em bicicleta! Era ainda antes das 20h quando chegámos ao nosso destino em Viana do Castelo!
 
Ah, mas não acabou, ora como escrevi atrás, fomos apanhados no meio da greve da CP e o que era para ser apenas um dia de descanso em Viana, passaram a ser quase dois! Tivemos que mudar os nossos bilhetes e os outros como foram comprados em promoção, a CP não os reembolsa...
No dia efectivo de descanso aproveitámos e fizemos uma nova visita à loja de bicicletas Stress Off para nos lavarem as bicicletas que ficaram um mimo! Ninguém iria acreditar que tivemos aqueles dias em viagem com pó que depois se transformou em lama!
E neste penúltimo dia, a nível de clima, foi um breve resumo daquilo que apanhamos durante esta viagem. Foram as 4 estações, houve tudo, menos neve... como nos disseram, "Bem-vindos ao Minho"!
 

Ecovia do rio Lima

 

Terceiro e último furo, desta vez calhou ao Nuno e também na roda da frente!






 
 
Chegada a Viana do Castelo (Ponte nova)
 


 

Agradecimentos aos alojamentos onde ficámos hospedados por não haver problemas em guardar as nossas bicicletas. Especial para a senhora do hotel em Melgaço.
Deixo aqui a sugestão da Casa da Fichua em Sistelo e In Burgus Apartamentos em Viana pelos sítios bonitos e acolhedores que são.
E por último à loja Stress Off pelo trabalho, simpatia e disponibilidade.
Até breve...